Rondônia,21/04/2018
DESTAQUESGeral

Inhame tem atraído investidores

Desde sua consolidação como alternativa de renda para produtores familiares da região do Vale do Guaporé, o inhame vem ganhando novos adeptos no Estado. Municípios das regiões como a do Vale do Jamari, central e centro-sul do Estado também estão investindo na cultura. Com a produção em crescimento, investidores são atraídos ao Estado em busca do produto para exportação. Implantado inicialmente no município de São Francisco do Guaporé a produção de inhame vem se consolidando como uma das principais culturas de incremento à economia de Rondônia. Os números apresentados pela Gerência Técnica da Emater-RO apontam um crescimento na produtividade de inhame nos municípios da região do Vale do Guaporé que passou de uma produtividade de 4.869 ton/ano em 2016 para 8.947 ton/ano em 2017, um aumento 83,75{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} em apenas um ano, com destaque para São Miguel do Guaporé que teve um aumento de mais de 150{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}. São eles que detêm a maior produção do Estado, porém outros municípios, dentre os quais Machadinho do Oeste, Pimenta Bueno, Rolim de Moura, Nova União e até produtores da capital começam a investir na cultura.

As variedades que mais se adaptaram ao solo rondoniense foram Inhame Da Costa (Dioscorea cayennensis Lam.) e Inhame SãoTomé (Dioscorea alata L.). “Devido as condições climáticas favoráveis a cultura, a primeira experiência foi realizada na região do Porto Murtinho, por agricultores que vieram do nordeste e se instalaram naquele local”, explica o gerente regional da Emater-RO para o Território do Vale do Guaporé, Luciano Brandão. Ao longo dos anos a cultura difundiu-se na região tornando um negócio rentável para os municípios do entorno da BR-429. Luciano conta que, sob orientação dos extensionistas da Emater-RO, 375 agricultores familiares assistidos na região do Vale do Guaporé vêm conseguindo melhorar as técnicas de produção e comercialização do inhame, agregando melhores preços aos produtos. “Esses produtos são comercializados em sua totalidade para fora do Estado, em especial para o nordeste, grande compradora da produção local, gerando uma renda bruta na região em torno de R$ 24 milhões com uma produção, em média, de 16 mil toneladas ao ano, cerca de 40{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da} a mais que no ano passado”, diz Luciano.

O gerente explica ainda, que apesar de a produção ter aumentado, houve uma queda no valor econômico gerado com a venda da produção. “Isso se deu devido a uma pequena queda na produção do inhame da variedade Da Costa, cujo preço médio é bem maior que o da variedade São Tomé, que teve um aumento na produção de mais de 70{b160333f6ceb1080fb3f5716ac4796e548b167cdf320724da9e478681421f6da}, passando de 6.796,25 toneladas em 2016, para 11.700 toneladas em 2017. As boas perspectivas apresentadas na produção de inhame pelos agricultores do Vale do Guaporé têm despertado o interesse pela cultura em produtores de todo o Estado. A região do Vale do Jamari, segunda maior produtora do Estado, ganha destaque com a produção de Machadinho do Oeste que conta com uma produtividade de 600 toneladas/ano.

Outras regiões também têm buscado no inhame a alternativa para melhoria de renda da família rural. Mais de 4 mil agricultores familiares que exploram uma área de 1.408,5 ha produzem 706.128 toneladas/ano. Todas contam com assistência técnica da Emater Rondônia.

Por Assessoria

Compartilhar
Mostrar mais

Notícias relacionadas

Close