Rondônia,21/06/2018
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Família troca cidade pelo campo e passa a vender 50 mil cocadas por mês, em Rondônia

Ideia foi de Elianete Gomes, que durante 19 anos trabalhou em uma padaria com o marido. Cocos secos são comprados do interior

Porto Velho, que atualmente o maior produtor de água de coco verde no estado, também está se descantando na produção de cocadas. Isso porque uma mulher trocou a cidade pelo assentamento Terra Santa e montou a própria agroindústria com a família, onde passou a comprar cocos secos do interior, descascá-los e transformá-los em 50 mil cocadinhas por mês.

A ideia de produzir os doces de coco é de Elianete Gomes, que durante 19 anos trabalhou em uma padaria com o marido na área urbana de Porto Velho. Há quatro anos ela decidiu vender o empreendimento para morar no campo.

Lá, a trabalhadora plantou cerca de 300 pés de cocos na propriedade, mas como eles ainda não estão produzindo, Elianete passou a comprar cocos secos de Cacoal (RO), uma viagem de mais de 500 quilômetros até a capital.

Para fazer cada lote semanal de cocada, a pequena agroindústria da família compra 3 mil unidades de cocos secos por semana.

Após a matéria-prima chegar em Porto Velho, Elianete passa a descascá-los manualmente. Um trabalho que requer cuidado e habilidade. Depois da etapa de processamento, o coco é levado para a sala de produção.

Lá ele é colocado em uma máquina, feita pela própria trabalhadora rural, que consiste em mexer o doce sem parar até ficar no ponto.

“Essa maravilha de máquina foi criada por mim, em parceria com um rapaz que tinha os equipamentos. Essa máquina veio a acalhar em todos os meus benefícios, pois antes eu mexia na pá e precisava de duas para mexer. Enquanto ela tá fazendo, a gente faz outros processamentos, como corte, rotulagem, por exemplo”, diz.

Elianete também criou um objeto para cortar as cocadinhas e assim deixá-las em um tamanho padronizado. “Fiz vários testes, de vários materiais e descobri que o PVC não colava”, diz.

Ajuda da família

Quem cuida do setor de produção é a filha, de 24 anos. Etenaily Ingrid diz que pensa em fazer administração só para ajudar a mãe na agroindústria de cocadas.

O filho de Elianete também ajuda na produção de cocadinhas. Davi Menezes Coelho também deixou a cidade para ajudar a família no campo. “É um trabalho bom, pois faz a alegria de muitas pessoas”, afirma.

Por mês, mais de 18 mil cocos são processados e transformados em quase 50 mil cocadinhas. A família quer ampliar o negócio.

Incentivo à agricultura familiar

Segundo Fábio Dutra Matos, gerente do escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), atualmente existem 600 agroindústrias funcionando em Porto Velho, feitas por financiamentos com linha de crédito de incentivo do governo estadual.

Por Carolina Brazil e Jonatas Boni, G1 RO

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