Rondônia,19/10/2018
AgronegócioDESTAQUES

Produtividade do Café em Rondônia em 2018 deve ter um aumento de 17% em relação a safra passada.

O Brasil terá a maior produção de café da sua história. É o que confirma o 2º levantamento da safra 2018, divulgado nesta quinta-feira (17), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A quantidade total deve ficar em 58 milhões de sacas beneficiadas de 60 quilos. O crescimento apontado é de 29,1% em relação à safra passada, que alcançou 44,9 milhões de sacas.

A quantidade total engloba o café arábica e o conilon. Com relação ao arábica, a produção estimada é de 44,3 milhões de sacas, ou seja, um acréscimo de 29,4%. Já a quantidade de conilon deverá chegar a 13,7 milhões de sacas, com aumento de 27,9%.

De acordo com o estudo, o bom resultado deve-se, entre outros motivos, à bienalidade positiva e às boas condições climáticas. No último período de alta bienalidade, que ocorreu em 2016, o país teve uma produção de 51,4 milhões de sacas, considerada até então a maior do país e superada pela safra 2018. Outro motivo para os números positivos seria o avanço do pacote tecnológico neste setor, sobretudo de variedades mais produtivas.

O maior estado produtor é Minas Gerais, com um total de 30,7 milhões de sacas, sendo 30,4 milhões de arábica e 335,8 mil sacas de conilon. No Espírito Santo, a produção chegou a 12,8 milhões de sacas, com 8,3 milhões para conilon e 4,5 milhões para o arábica. Em São Paulo, onde só é produzido o café arábica, a quantidade chegou a 6,1 milhões de sacas. A Bahia também apresentou bons resultados, com produção de 2,7 milhões do conilon e 1,8 milhões do arábica.

A área total, que engloba os cafezais em formação e em produção em todo o país, deve atingir 2,17 milhões de hectares, sendo 287,7 mil em formação e 1,9 milhão de hectares em produção.

RONDÔNIA:

Área e produção:

A área plantada estimada de café em produção é de 71.605 hectares, ou seja, 3,6% menor em relação aos
74.255 hectares plantados na safra passada. Para aérea em formação, na sua totalidade, constituída com
mudas clonais, houve um incremento de 29,2% em relação à safra 2017, passando de 9.084 hectares para os atuais 11.734 mil hectares. Entretanto, a área total de 83.339 hectares ocupada com a cultura de café, permanece a mesma em relação à safra anterior.


As alterações verificadas se devem à constante renovação do material genético em todas as lavouras de Rondônia em substituição às lavouras antigas implantadas com sementes e com baixo padrão tecnológico, importando assim, nesse primeiro momento, os cultivos em áreas menores, porém com melhores
resultados.  Esse material genético, por sua vez, ainda está expressando o seu máximo potencial genético.

No tocante à produção, a estimativa atual é de 2.186,8 mil sacas, representando um incremento de 12,8% em relação às 1.938,2 mil sacas colhidas na safra anterior

Produtividade:

A estimativa é que a produtividade média alcance 30,54 scs/ha, portanto superior em 17% a da safra passada. Esse aumento expressivo da produtividade é estimulado pelo processo constante de renovação pelo qual está passando toda a cultura, envolvendo a substituição das lavouras antigas, formadas com café seminal, por materiais genéticos mais responsivos, constituído por clones de alta produtividade, a entrada em produção de áreas renovadas, um bom pacote tecnológico, melhor manejo da cultura e as condições climáticas, observadas desde a florada até a fase de maturação dos frutos, que tem sido favorável ao desenvolvimento da cultura.

A produtividade só não é mais expressiva devido à existência ainda de um significativo percentual da área em produção com café seminal, de áreas novas que ainda não entraram em produção e a incidência de algumas doenças e pragas, com ênfase para a cochonila-da-roseta, verifcada em todo o estado.

A cultura do café no estado tem forte expressão econômica e social, contando atualmente com a participação de aproximadamente 23 mil produtores, a maioria de base familiar. A produção é predominante da variedade conilon, por ser mais resistente e que melhor se adaptou à região.

Inicialmente as lavouras de café em Rondônia foram implantadas com sementes trazidas pelos agricultores de regiões produtoras tradicionais de outros estados e sem controle oficial. Atualmente, ainda em sua maioria, a área em produção é formada com lavouras de baixa produtividade e outras em pleno declínio de produção. Nessas lavouras se utilizam o sistema tradicional, com baixo padrão tecnológico, sendo utilizado pouco controle de pragas e doenças, calagem, adubação, poda e desbrota.

O sistema de produção, de uma forma geral, vem nos últimos anos passando por um processo gradativo e
permanente de substituição das lavouras existentes por lavouras novas, utilizando-se cafés clonais. Em
municípios tradicionalmente produtores de café, essa substituição já alcança cerca de 50% da área plantada. Essa mudança para um sistema de produção mais tecnifcado, com mudas clonais, irrigação, adubação e poda, exige uma maior profissionalização e conscientização do produtor no manejo da cultura.

A irrigação também tem sido importante na exploração da potencialidade produtiva do café clonal. No
entanto, é imprescindível o uso racional da água, com a utilização de técnicas mais eficientes, utilizando-se modelos mais adequados adaptáveis ao tipo de solos, topografa, tamanho da área, fatores climáticos e os relacionados ao manejo da cultura, defcit hídrico e capacidade de investimento do produtor.

As ações dos órgãos ligados ao setor primário de produção, notadamente àqueles voltados à assistência técnica e extensão rural, pesquisa e ao controle fitossanitário, têm possibilitado a inserção dos produtores no processo de inovação tecnológica, que refletem no cenário atual favorável, caracterizado por um aumento de produtividade.

As ações conjuntas, envolvendo os váriossegmentos ligados à cafeicultura, vêm contribuindo para a busca de uma produção com qualidade, potencializando ainda mais a cafeicultura, com a realização de dias de campo, cursos com noções de classificações de café para produtores, concurso anual para escolha dos melhores cafés produzidos no estado, participação em feiras internacionais do café, até mesmo com premiações de produtores locais e distribuição de mudas de café clonal, beneficiando diversas regiões do estado.

Esse cenário, gerado com a utilização de mudas clonais, tem proporcionado excelentes resultados para a cafeicultura de Rondônia, haja vista a boa homogeneidade das lavouras, precocidade na produção, maior uniformidade de maturação dos grãos, melhor qualidade dos grãos, escalonamento da colheita e ganhos constantes e expressivos na produtividade, gerando ao produtor aumento significativo da renda e mais qualidade de vida no campo.

No estado, através de seus diversos segmentos nos diferentes níveis de representações, tem disponibilizado mudas de café clonal, beneficiando as diversas regiões, implantando novas lavouras em municípios com histórico no plantio de café assim como em novas áreas.

 

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