Rondônia,10/12/2019
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Uso de dados no agro cresce com debate sobre clima

"Precisamos de toda a 'genética' do mundo para poder produzir culturas que se adaptem ao aquecimento global"

À medida que as mudanças climáticas atingem as culturas, o debate se aquece sobre o uso de dados de genes de plantas. Os países ricos e pobres estão em desacordo sobre como compartilhar benefícios de dados genéticos de plantas que poderiam ajudar a produzir colheitas mais capazes de suportar as mudanças climáticas, como negociações para revisar um tratado global.

“Precisamos de toda a ‘genética’ do mundo para poder produzir culturas que se adaptem ao aquecimento global”, disse Sylvain Aubry, biólogo de plantas que assessora o governo suíço. O aumento da temperatura, a escassez de água e os desertos podem reduzir tanto a quantidade quanto a qualidade da produção de alimentos, incluindo culturas básicas como trigo e arroz, alertaram os cientistas.

O debate sobre “informações de sequência digital” (DSI) entrou em erupção à medida que o custo do sequenciamento de genomas diminui, aumentando a disponibilidade de dados genéticos das plantas, disse Aubry. “Muitos criadouros de culturas modernas dependem desses dados hoje”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, aumentou a capacidade das máquinas de processar grandes quantidades desses dados para identificar características especiais da colheita, como resistência a doenças ou tolerância ao calor. Pierre du Plessis, consultor técnico africano em questões de tratados, disse que empresas e criadores podem usar o DSI para identificar a sequência genética de uma característica desejada da planta e enviá-la por e-mail a uma fundição de genes que imprime e envia de volta uma fita de DNA.

“Então você usa a tecnologia de edição de genes para incorporar esse fio em uma planta. Então, você criou uma nova variedade sem acessar a característica em forma biológica”, disse ele.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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