Rondônia,10/12/2019
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Alguns neonicotinóides podem beneficiar abelhas, diz estudo

Novas pesquisas relatadas na Environmental Science & Technology da ACS em um dos neonicotinóides permitidos na Europa indicam que ele efetivamente controla pragas e pode até ajudar abelhas. A Europa proibiu o uso ao ar livre de três desses inseticidas para proteger as populações de abelhas.

Algumas dessas culturas se beneficiam da polinização, mas o tratamento com pesticidas pode expor abelhas e outros insetos benéficos a resíduos de pólen e néctar. A exposição pode matar abelhas ou prejudicá-las – por exemplo, diminuindo suas habilidades de forrageamento – contribuindo para o declínio nas populações de abelhas. Esse resultado levou à proibição de três inseticidas neonicotinóides de alto risco na Europa. Maj Rundlöf e Ola Lundin queriam saber se as abelhas e as plantas com flores que eles usam como alimento seriam melhores com ou sem o uso de um dos neonicotinóides menos prejudiciais.

Em um estudo de campo, os pesquisadores descobriram que a aplicação do tiaclopride neonicotinóide no trevo vermelho não teve efeitos negativos observáveis nas abelhas. O tratamento com tiaclopride efetivamente controlou as pragas e aumentou a visitação das abelhas. No entanto, se esse neonicotinóide não estivesse disponível, os agricultores poderiam substituir o trevo vermelho por outras culturas não-florescentes menos sensíveis às infestações por pragas, argumentaram os pesquisadores.

Assim, a equipe também examinou o desempenho das abelhas em paisagens sem trevo vermelho. Eles descobriram que as colônias de abelhas próximas aos campos de trevo vermelho tratados com tiaclopride ficaram mais pesadas (com mais larvas, abelhas e lojas de alimentos) em comparação com as colônias em paisagens sem trevo vermelho.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

Imagem créditos: Alberto Marsaro Junior

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