Rondônia,22/09/2020
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Para cada região, a época de plantio ocorre em distintos períodos do ano, uma vez que a época mais adequada é aquela em que durante todo o ciclo da cultura ocorrem as condições climáticas favoráveis, dependendo da localização e altitude. A época de plantio mais favorável para a cultura da melancia é que apresenta temperaturas variando de 18 °C a 25 °C. Nesse contexto, nas regiões de clima frio, o plantio da melancia é feito de outubro a fevereiro; nas de clima ameno, de agosto a março, e nas regiões de clima quente, o ano todo, com uso da irrigação. Deve-se evitar, porém, as épocas de chuvas intensas. As maiores regiões produtoras da cultura encontram-se em condições de baixa altitude, em razão do clima propício, seco e quente, inclusive durante a estação de inverno. Tais regiões possibilitam o plantio de março a julho, época de melhor cotação de preços em função de menor oferta do produto. No Centro-Sul, o plantio durante a primavera-verão, com temperaturas adequadas, porém com pluviosidade excessiva, não produz frutos de boa qualidade. Já a semeadura durante o outono, desde que a temperatura não se torne fator limitante, oferece condições para se obter alta produtividade e boa qualidade de frutos. Em locais altos — acima de 800 m de altitude —, a época de plantio vai de agosto a março. Nos demais meses, as baixas temperaturas são fatores limitantes ao cultivo. Todavia, em locais baixos — abaixo de 400 m —, com invernos suaves, pode-se semear durante todo o ano. No Nordeste do Brasil o cultivo da melancia ocorre sob condições de sequeiro — período chuvoso — e sob irrigação. O primeiro, é um cultivo tradicional onde a melancia é plantada em consórcio com outras culturas alimentares ou de forma isolada, no período de dezembro a março. Nesta forma de cultivo, os agricultores utilizam sementes retiradas de suas próprias lavouras e tal hábito permitiu a criação da diversidade genética para a cultura da melancia no Nordeste brasileiro. O cultivo em áreas irrigadas no Vale do São Francisco pode ocorrer durante todo o ano, sendo o período de agosto a outubro, o de maior concentração de plantio que também corresponde à época de menor preço no mercado. No período de novembro a março, há uma menor área plantada, por causa dos riscos de perdas na colheita com as chuvas. No entanto, este é o período onde, geralmente, a melancia é comercializada a preços mais elevados. Sistema de Plantio Utiliza-se geralmente o plantio em semeadura direta, gastando-se, em média, 0,8 kg a 1 kg de sementes por hectare, semeando-se de 2 cm a 3 cm de profundidade e colocando-se de três a quatro sementes/cova — para as cultivares de frutos compridos e cilíndricos, 10 a 15 sementes/grama, e para as cultivares de frutos globulares, 20 a 24 sementes/grama —. Em pequenas áreas, pode ser usada a adubação de plantio em sistema de covas, com as dimensões de 30 x 30 x 30 cm — comprimento x largura x profundidade —; no caso de grandes áreas, a adubação é feita nos sulcos de plantio. Para acelerar e uniformizar a germinação pode-se fazer a imersão —embebição — prévia das sementes em água a 30 oC, por 4 horas. No entanto, este procedimento não deve ser realizado com as cultivares triploides, que apresentam baixo vigor das plântulas. Poucos estudos associam tal fato ao fraco desenvolvimento do embrião e à espessura do tegumento da semente como sendo os principais fatores que causam os baixos níveis de germinação. O semeio deve ser feito em solo úmido, para evitar a desidratação das sementes. Outra forma de cultivo da melancia, principalmente no caso de sementes de maior valor, é o transplantio de mudas produzidas em recipientes próprios, tais como: bandejas de isopor, sacos plásticos ou copinhos de jornal. As cucurbitáceas, em geral, não toleram a formação de mudas de “raízes nuas”. É necessário ter cuidado para não passar do momento exato do transplantio, que não deve exceder o período da emissão da primeira folha definitiva ao início da segunda. Como vantagens do sistema de produção de mudas, destacam-se a diminuição do gasto com sementes; maior facilidade e economia nas irrigações, bem como no controle de pragas e doenças durante a fase inicial da cultura; e maior garantia na obtenção do número ideal de plantas por hectare. Além disso, as mudas feitas em recipientes podem ser utilizadas em replantios, quando se realiza a semeadura direta. Espaçamento A planta de melancia possui considerável grau de capacidade de competição e, na medida em que se aumenta o espaço disponível, aumentam o desenvolvimento e a produção de cada planta, individualmente. No Brasil, os espaçamentos mais utilizados nos plantios de melancia irrigados por aspersão são de 2 m x 2 m para as cultivares de frutos cilíndricos e de 2 m x 1,5 m para as cultivares com frutos globulares e utilizando-se duas plantas/cova. Nos plantios irrigados por sulco ou por gotejamento, recomenda-se um espaçamento que pode variar de 2,5 m a 3 m x 0,5 m a 1 m, deixando-se apenas uma planta por cova. Plantios durante a estação chuvosa (verão) requerem espaçamentos maiores, considerando-se que as plantas apresentam maior desenvolvimento vegetativo e encurtamento do ciclo. Durante a estação seca, à medida que a temperatura torna-se mais amena, os espaçamentos podem ser mais próximos, considerando-se que o ciclo da cultura aumenta de 15 a 30 dias nessa época. Podem ser usados os espaçamentos 2,5 x 0,7 m; 2,5 x 1 m e 3 x 1 m em épocas mais frias, dependendo da cultivar. Salienta-se que as cultivares de origem americana requerem maior espaçamento que as de origem japonesa. Para as condições do Vale do São Francisco, recomenda-se o espaçamento de 3 m x 0,6 m a 0,8 m deixando-se uma planta por cova — 4.166 plantas/hectare a 5.555 plantas/hectare — sob condições de irrigação. No entanto, levando-se em consideração que os mercados interno e externo tendem a optar por frutos de menor peso, o espaçamento de 2,5 m x 0,4 m poderá ser indicado em função da maior produção de frutos pequenos, abaixo de 4 kg/fruto.

A produção de frangos deve respeitar os princípios de biosseguridade entre os quais a prática de alojamento

O sistema foi desenvolvido visando sua utilização em aviários a partir de 50 metros até 100 metros de comprimento e 10 a 12 metros de largura, podendo alojar em torno de 12 frangos/m2. Todavia é possível sua utilização em aviários menores. A densidade de alojamento pode variar de acordo com a estação do ano, clima da região, condições de ambiência interna do aviário e idade do abate.

A produção de frangos deve respeitar os princípios de biosseguridade entre os quais a prática de alojamento “todos dentro todos fora” (all-in all-out), em que as instalações são ocupadas por aves do mesmo lote no momento do alojamento e desocupada totalmente no momento do abate. Essa prática permite a higienização do aviário e o respectivo vazio que deve antecipar a entrada do próximo lote. Nesse período se recomenda ainda a recuperação das instalações e dos equipamentos. Se as recomendações sugeridas forem aplicadas é possível em sistema misto de criação(macho + fêmeas), obter frangos aos 42 dias de idade com peso vivo de 2.400g, conversão alimentar de 1,82 e índice médio de eficiência produtiva de 300. Muitos conceitos definidos neste material podem ser utilizados em outros sistemas de produção de aves, mas apresentam peculiaridades que merecem e devem ser tratados separadamente.

Aspectos Agro e Zooecológicos

A cadeia de produção avícola nacional constituí-se no setor pecuário com maior índice de industrialização. As questões ambientais relacionadas a essa atividade tomam uma importância ainda maior, devido aos vários atores desta cadeia exigirem um desenvolvimento produtivo com qualidade nutricional e ambiental, principalmente, os consumidores.

Essas questões ambientais, as quais até um passado recente, não eram consideradas pelos produtores rurais no manejo de sua unidade produtiva, a partir desse momento, passam a ser parte integrante do manejo cotidiano. Com isso, antes da própria implantação da atividade, algumas exigências devem ser contempladas para que a criação não seja uma fonte geradora de poluição. Essas exigências compreendem:
a-) realizar um estudo preciso das características zootécnicas, hídricas, edafo-climáticas, sociais e econômicas da criação;
b-) identificar os resíduos gerados pela atividade, isso possibilitará o perfeito manejo dos resíduos e dimensionamento do sistema de tratamento;
c-) determinar a capacidade suporte dos recursos naturais em receber os resíduos, com o estabelecimento de indicadores ambientais para monitorar a atividade;
d-); identificar outras cadeias produtivas que poderão consorciar-se com a avicultura;
e-) detectar áreas ambientalmente sensíveis na propriedade e no seu entorno; f-) ter conhecimento das principais disfunções que os resíduos podem causar ao homem e animais com levantamento dos primeiros sintomas e socorros necessários;
g-) estabelecer um programa de gerenciamento ambiental considerando, não só, a unidade produtiva, mas também, a bacia hidrográfica que esta se insere. Quando ocorrer uma expansão da criação, estes parâmetros devem ser novamente considerados antes da execução desta expansão.

Sendo esse diagnóstico inicial positivo quanto as questões ambientais, ou seja, a implantação da atividade não irá causar danos ao meio ambiente. Um Plano de Gestão Ambiental deve ser delineado para ser aplicado após a implantação da atividade. Nesse deve-se caracterizar a severidade e probabilidade dos riscos ambientais e dispor de um plano de ação para o caso de ocorrer algum problema.

No plano os seguintes tópicos devem ser considerados:
1. Caracterização dos resíduos produzidos: os resíduos produzidos pela avicultura de corte compreendem a cama de aviário e as carcaças de animais mortos. A cama é constituída das excretas das aves, material absorvente (que pode ser, maravalha, serragem, sabugo de milho triturado, capins e restos de culturas), penas, restos de alimento e secreções Para um correto manejo deste resíduo é necessário que se conheça sua composição, o ideal é a realização de uma análise da cama para que o manejo seja feito com maior precisão. A quantidade de carcaças geradas irá depender da eficiência produtiva da criação, assim, quanto melhor o manejo, menores serão os índices de mortalidade e consequentemente uma menor quantidade desse resíduo será gerada.
2. Mitigação dos impactos ambientais: a melhor forma para não se causar a depreciação dos recursos naturais é através da aplicação de Boas Práticas de Produção as quais comprendem atitudes que os produtores devem ter para atingir a sustentabilidade da produção.
3. Aproveitamento dos resíduos: a cama pode ser aproveitada como fonte de nutrientes para as culturas vegetais após sofrer uma compostagem ou biodigestão, sendo os produtos destes processos o composto ou biofertilizante, respectivamente. As carcaças devem sofrer um processo de tratamento, sendo o mais correto, ambientalmente, a compostagem, mas o composto oriundo destes resíduos só deve ser aproveitado para a adubação de culturas florestais e jardinagem devido a questões sanitárias. Independente do tipo de substrato que se tenha, sua aplicação no solo deve respeitar condições básicas para que não ocorra poluição ambiental ou coloque em risco a saúde humana e animal. Isto envolve um Balanço de Nutrientes onde as características dos solos, culturas e resíduos são consideradas em conjunto.
4. Tratamento dos resíduos: os dois sistemas utilizados para o tratamento dos resíduos avícolas são a compostagem e a biodigestão anaeróbia. Em ambos ocorre a geração de produtos que devem ser aproveitados a fim de viabilizar ambientalmente a criação. Os produtos são o composto e o biofertilizante, utilizados como fonte de nutrientes para as culturas, e o biogás utilizado como fonte de energia térmica para iluminação, aquecimento e movimentação de equipamentos e máquinas. A cama também pode gerar energia através de sua combustão, mas esta não é aconselhável pelos danos à atmosfera, pela emissão de gases e, devido ao custo dos incineradores.
5. Segurança humana e ambiental: essas atitudes possibilitarão a manutenção da qualidade de vida do produtor e a saúde do meio ambiente e do rebanho. Inclui-se também a minimização da produção de espécies nocivas, como a criação de moscas,cascudinhos e roedores, ocasionada pelo mau manejo dos resíduos e entulhos.
6. Outras considerações: devido a promulgação da Instrução Normativa nº 15, de 17 de julho de 2001 (DOU de 18-7-01) que, no 2º artigo, proíbe em todo território nacional a produção e a comercialização de cama de aviário para a alimentação de ruminantes. Esse tema não será considerado.
7. Racionalização do uso de recursos naturais e insumos: sendo a avicultura altamente dependente de recursos naturais como água e solo e, insumos, principalmente, ração e energia elétrica. O uso racional destes irá proporcionar uma longevidade produtiva à criação e vantagens econômicas a serem refletidas no custo de produção.

Saúde dos frangos

Garantir a saúde do plantel é fundamental para que as características produtivas das aves, tanto o potencial genético quanto o aproveitamento nutricional sejam expressos na sua totalidade. Para a obtenção de um desenvolvimento competitivo, devem ser adotadas medidas que possibilitem a identificação e  redução de riscos à saúde das aves e por conseguinte a do homem. Tais medidas baseiam-se nas boas práticas de produção, dando condições de rastreabilidade  dos insumos e dos procedimentos adotados durante todo o ciclo produtivo.

O programa de biosseguridade é uma ferramenta indispensável para proteger a saúde dos plantéis reduzindo os riscos de contaminação através de ações preventivas que agreguem qualidade ao produto final e restrinjam os custos de produção. O sucesso do programa está diretamente relacionado com o grau de conscientização e a adesão de todos os funcionários à filosofia, princípios e normas que regem a biosseguridade.

Nesse programa são determinadas normas de  procedimentos quanto a  localização do aviário, a aquisição dos pintos, o manejo sanitário durante o período de produção, incluindo o sistema de criação, critérios de acesso ao aviário, a limpeza diária e a higienização  desse após a retirada dos frangos. A imunização dos frangos é feita através da vacinação contra as principais enfermidades,  atendendo às condições endêmicas regionais, desde que esteja em conformidade com as recomendações dos órgãos oficiais. Aspectos importantes como a qualidade microbiológica da água e das rações fornecidas às aves e o correto destino das carcaças também são considerados.

O Brasil, grande produtor e exportador de frangos, freqüentemente é solicitado a demonstrar a qualidade da saúde dos plantéis, o que demanda constante adequação do setor produtivo á programas que preservem a saúde na avicultura. A ocorrência de uma doença grave pode ser utilizada como barreira nas exportações e inviabilizar à produção nas regiões adjacentes ao foco. A adoção de programas de biosseguridade se reflete nos vários níveis do setor produtivo. Cada programa individual de biosseguridade colabora para o fortalecimento e controle da saúde do setor avícola que invariavelmente depende da participação e o esforço de todos os segmentos.

Instalações:
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Ave/ProducaodeFrangodeCorte/Instalacoes.html

Material Genético 

A criação de frangos para o abate evoluiu para modelos intensivos onde o potencial genético dos frangos é responsável por grande parte dos ganhos de produtividade. Para se conseguir frangos com alto potencial de ganho de peso, de conversão alimentar e de rendimento de carcaça, os programas para a geração de material genético comercial foram estruturados pelo acasalamento/cruzamento entre ou dentro de raças, linhas, bisavós, avós e matrizes. È necessário se conhecer o potencial genético da linhagem antes da aquisição dos pintos. Após alojados os pintos é necessário acompanhar semalmente o desempenho do lote, conferindo os dados de mortalidade, ganho de peso, consumo de ração e conversão alimentar. 

Nutrição e Alimentação

A nutrição adequada dos frangos de corte depende de conhecimento técnico sobre nutrientes, energia, aminoácidos, minerais, vitaminas, ácidos graxos e água. É importante anotar o consumo diário de água, pois uma flutuação repentina no consumo, pode indicar o inicio de problema. Os nutrientes que são usados em pequenas quantidades são chamados de micro-ingredientes e são adicionados à ração através de pré-misturas vitamínicas e minerais (Premix). As dietas devem ter especificações de qualidade de ingredientes para entrarem na fabricação de rações. Entre as especificações devem ser atendidas as exigências dos frangos de acordo com o peso ou fases produtivas, a qualidade e preços dos ingredientes.

Para fabricar rações, além do conhecimento técnico, a estrutura deve atender as necessidades para a fabricação de rações e que o processo de fabricação de rações seja entendido para qual finalidade está sendo aplicado. Alguns exemplos de formulas são apresentadas para atender casos gerais, as quais deverão ser recalculadas caso existam ingredientes alternativos. Sempre que se considerar a alternativa de ingredientes (e.g. trigo, triticale, triguilho, sorgo, farinhas animais, subprodutos do milho, cevada, etc.) devemos estar atentos a disponibilidade comercial, qualidade e preços relativos aos ingredientes tradicionais, buscando a vantagem no preço, sem nunca desconsiderar a qualidade. Um principio básico na substituição do milho por ingredientes alternativos é manter equilibrado os nutrientes e energia, produzindo uma dieta mais barata que a convencional. Os alimentos a serem fornecidos devem também atender a alguns princípios de manejo da alimentação e da água para que sejam bem aproveitados e gerem eficácia no desempenho dos frangos. Para facilidade de entendimento alguns pontos a seguir são ressaltados, visando melhor esclarecimento do assunto.

Manejo na produção e pré-abate

Duas a três horas antes do  recebimento dos pintos é necessário verificar se as campânulas estão funcionando e os bebedouros e comedouros abastecidos. Os pintos devem ser colocados no círculo de proteção ou área para o alojamento, molhando-se o bico de alguns deles, para servir de orientação da fonte d´água para os demais. Assegurar o abastecimento dos  bebedouros e comedouros uma hora antes da chegada dos pintos. Todos os pintinhos devem ter acesso à ração e água logo após o seu alojamento.

O aquecimento deve ser iniciado pelo menos 3 horas antes da chegada dos pintos. No inverno deve-se manter o aquecimento nas horas mais frias do dia, pelo menos até 15-20 dias de idade, podendo variar em função do clima. No verão, pode ser dispensado à partir da segunda semana, sendo usado apenas nas horas mais frias, normalmente a noite.

No momento da chegada dos pintos, as cortinas devem estar em perfeito funcionamento. O manejo das cortinas é determinado conforme a temperatura ambiente, umidade e, principalmente, de acordo com a idade das aves.

Fornecer, por meio de lâmpada com energia de 2 a 3 watts/m2, o número de horas de iluminação correspondente a idade do pinto, utilizar programas de iluminação específicos, de acordo com a região e época do ano, visando melhorar o desempenho das aves.

Na fase inicial, é essencial garantir que os bebedouros e comedouros estejam bem distribuídos nos círculos de proteção ou na área para alojamento das aves. Da mesma forma, à medida que os círculos de proteção são abertos, os bebedouros e comedouros também devem ser movimentados, buscando sempre obter uma distribuição uniforme por todo o galpão.

A cama deve ser homogeneamente distribuída com uma profundidade de 8-10 cm e então compactada. Distribuição irregular da cama causará problemas com disponibilidade de água e ração.

No manejo pré-abate a programação da retirada do lote, tem a responsabilidade de estabelecer o calendário e proporcionar a logística para a retirada das aves nas granjas.

O jejum pré-abate compreende o período antes da apanha em que as aves não devem ter acesso à ração. Essa prática é necessária para reduzir o conteúdo gastro-intestinal das aves, diminuindo a possibilidade de contaminação da carcaça na evisceração, decorrente do rompimento do inglúvio e ou intestino.

Na preparação do aviário e apanha, deve-se estabelecer um método padrão para a divisão dos aviários na granja, de acordo com as características de cada uma. A divisão das aves em grupos, além de auxiliar na apanha, reduz o impacto da movimentação das demais aves.

A apanha manual das aves é um método utilizado universalmente. Esse trabalho implica em sérios riscos para a integridade da carcaça, em especial o peito, as pernas e as asas, devido ao manejo inadequado das aves, sendo a causa mais provável de danos. Utilizar a razão de 25 kg/m2 de aves por caixa.

No carregamento e transporte, o número de aves colocadas em cada caixa transportadora deve receber atenção especial. A decisão para essa variável deve considerar o sexo e o peso das aves, além de fatores como clima e distância do aviário ao abatedouro. No processo de carregamento é desejável que o caminhão possa entrar no aviário e chegar perto de onde está sendo feita a apanha. O transporte das aves no período noturno é vantajoso por evitar temperaturas elevadas, favorecendo o bem estar das aves, o que reduz as perdas por mortalidade e resulta em carne de melhor qualidade. Entretanto, no inverno podem ocorrer problemas relacionados à qualidade da carne, devido à baixa eficiência da sangria quando as aves ficam expostas a temperaturas baixas.

Ao chegar no abatedouro, as aves devem permanecer na plataforma de espera. Esse local deve ser preparado para proteger as aves, propiciando um microclima favorável a sua sobrevivência, possibilitando o acesso à sombra, ventiladores e umidificadores . O tempo transcorrido entre a chegada do caminhão ao abatedouro e o início do abate é crítico, podendo interferir negativamente nos índices de mortalidade.

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Fonte: Embrapa Suínos e Aves

 

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