Rondônia,04/04/2020
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Trabalho de zootecnista auxilia SP a conquistar 2ª certificação em leite orgânico de búfalas

Segundo a zootecnista, o trabalho de orientação para converter a produção do leite convencional para orgânica é realizado desde março de 2018 por técnicos.

O trabalho da zootecnista Ana Paula Roque, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) Regional Itapetininga, junto de outros técnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, garantiu a São Paulo a conquista da 2ª certificação em leite orgânico de búfalas. A novidade poderá aumentar em até 50% o preço pago pelo litro de leite, além de ampliar a oferta de produtos ao consumidor paulista. As informações são do portal Agro News. “Esta certificação é a segunda do Estado e a terceira do Brasil. As outras propriedades certificadas ficam em Joanópolis, em São Paulo, e Valença, no Rio de Janeiro”, informou a zootecnista Ana Paula Roque, que foi a responsável pelo acompanhamento técnico das propriedades e do processo.

Segundo a zootecnista, o trabalho de orientação para converter a produção do leite convencional para orgânica é realizado desde março de 2018 por técnicos. As duas propriedades certificadas estão localizadas no município de Sarapuí: o Sítio São José, do produtor Adriano José Nunes de Almeida, e o Sítio Nossa Senhora Aparecida, de Antônio Bento da Silva.

“Cada uma possui cerca de 60 hectares e em torno de 90 búfalas em lactação. Durante a conversão, o laticínio já se propôs a pagar 30% a mais pelo leite. Com a certificação, esse bônus passa para 50%”, explicou Ana Paula.

O processo começou em outubro de 2017, quando um laticínio de Valença propôs a produtores da região pagar a mais pelo leite orgânico e apoiar o processo de conversão. Em 2018, foi realizada uma capacitação aos produtores, para produção de leite orgânico, em uma parceria entre as Regionais da CDRS de Avaré e Itapetininga e a Diretoria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Sarapuí. 15 produtores participaram de uma primeira reunião, após a citada capacitação. Destes, cinco se interessaram em iniciar o processo.

ACOMPANHAMENTO

De acordo com a zootecnista, as propriedades certificadas passaram por um rigoroso processo de acompanhamento técnico, documental e de inspeção. As propriedades certificadas são vinculadas à Cooperativa dos Produtores de Leite e Demais Produtos da Agricultura Familiar de Sarapuí e Região (Colaf), entidade apoiada pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado, executado pela pasta, por meio da CDRS, com recursos de mais de R$ 980 mil, com contrapartida de 30% pelos produtores.

Além do aporte financeiro, outro apoio importante para os produtores foi a orientação técnica para melhoria da qualidade do leite de búfala, um dos quesitos fundamentais para obtenção da certificação.

DESEMPENHO DO LEITE

O leite de búfala é naturalmente A2, pois não contém a beta-caseína A1, uma substância associada a reações alérgicas, inflamações e desconforto gastrointestinal por uma parte da população. Por ter elevado teor de sólidos, é utilizado na produção da muçarela e em seus diversos formatos, como burrata, frescal, ricota, requeijão cremoso. É cada vez mais apreciado pelos consumidores por sua textura delicada e sabor suave.

“O leite de búfala tem alto rendimento na fabricação de queijos, em relação ao leite de vaca. Com teores de gordura que podem chegar a 6,5% e de proteína entre 4,5% a 5%, são necessários apenas cinco a seis litros de leite de búfala para fazer um quilo de muçarela, contra 10 litros do leite de vaca”, explicou Ana Paula.

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