Rondônia,25/05/2020
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Produtores estimam deixar de vender 500 mil kg de peixe na Semana Santa devido à suspensão das atividades do comércio em MT

Produto está pronto para ser comercializado, mas sem previsão de venda. Feiras livres, bares e restaurantes estão fechados e eventos suspensos.

Com o período de isolamento social provocado pela pandemia do coronavírus, piscicultores estão preocupados com a venda de peixes na Semana Santa. A Associação dos Aquicultores estima perda de venda de quase meia tonelada de peixe.

Segundo os produtores, houve uma queda na comercialização e os tanques estão cheios, por causa da suspensão das atividades do comércio em Mato Grosso.

O produto está pronto para ser comercializado, mas sem previsão de venda. As feiras livres, os bares e restaurantes estão fechados e a realização de eventos suspensa, o que que contribuiu com a queda nas vendas.

Robson Moreira é piscicultor no interior do estado e pretendia vender oito toneladas de peixe no período da quaresma. Ele disse que o volume que pretendia vender em 40 dias deve acontecer em meses. Isso sendo otimista. O piscicultor ainda avalia que essa situação deve impactar na produção para o período da quaresma em 2021.

Psicultores de todo o estado devem ter prejuízos — Foto: TVCA

Psicultores de todo o estado devem ter prejuízos — Foto: TVCA

O problema nas vendas e distribuição dos peixes atinge piscicultores em todas as regiões do estado. Um abatedouro em Cuiabá que tem capacidade para abater cerca de cinco toneladas de peixes por dia está parado há uma semana.

Cerca de dois mil criadores de peixe na Baixada Cuiabana aguardavam as vendas durante o projeto Peixe Santo. Esse projeto que é realizado anualmente na capital e neste ano foi cancelado dá oportunidade de vendas a pequenos produtores e acesso fácil a compra pela população por meio de preços acessíveis e produtos de alta qualidade.

Devido a decretos municipais, o Peixe Santo foi suspenso como medida de combate à proliferação do novo coronavírus, a Covid-19. A ideia é evitar a aglomeração de pessoas, pois o projeto era realizado em vários pontos distribuídos na cidade.

O presidente da Associação de Aquicultores, Igor César Davóglio, considera a situação grave.

“Estamos com um problema gravíssimo neste momento. Estamos com todo peixe dentro d’água consumindo ração. E no momento que nós conseguirmos vender este peixe, nós não teremos mais a Quaresma e o Peixe Santo. Com isso nossa produção ficará toda encalhada”, explicou.

A situação é ruim pois não tem como ser feito um planejamento estratégico com eficiência imediata para a venda. Os peixes são produtos delicados e que exigem uma logística de transporte e armazenagem. Eles também não sabem como ficará os preços dos peixes.

A Quaresma é o período que mais se vende peixe. É realizado um trabalho durante todo o ano para que neste período o peixe esteja pronto para ser comercializado e levado até os consumidores.

Por Dejane Arnhold, TV Centro América

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