Rondônia,12/07/2020
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Produzir mais comida em menos tempo

Em um contexto marcado pelo recrudescimento do bloqueio do governo dos Estados Unidos contra Cuba e o impacto da propagação da Covid-19 em setores chaves para a economia nacional, resulta indispensável potencializar a produção de alimentos

Em um contexto marcado pelo recrudescimento do bloqueio do governo dos Estados Unidos contra Cuba e o impacto da propagação da Covid-19 em setores chaves para a economia nacional, resulta indispensável potencializar a produção de alimentos.

Atualmente, Cuba importa umas 800 mil toneladas de milho e gasta 550 milhões de dólares em alimento animal, uma dependência insustentável neste momento, e que obriga a trabalhar para desterrar a mentalidade importadora.

Por estas razões, o segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), José Ramón Machado Ventura, trocou, em uma reunião fechada, com dirigentes provinciais e municipais para dar acompanhamento à estratégia surgida das reuniões territoriais celebradas nos fins de março em Holguín, Sancti Spíritus e Havana, sobre a produção de alimentos.

Artemisa quase triplicou entrega de alimentos em mercados de Havana

Machado Ventura explicou que é imprescindível prontificar todas as terras cultiváveis e contar com a semente certificada para plantar. «O território tem outros compromissos como produzir carvão, mel de abelhas e fumo, talvez não comercializáveis agora pela situação internacional, mas quando haja demanda garantirão ingressos», disse.

A província prevê o plantio de milho seco, com destino ao alimento animal, e potencializar a produção de leite, item que não é cumprido atualmente.

Aproveitar ao máximo os recursos disponíveis em Mayabeque

O segundo secretário do Partido, junto a Salvador Valdés Mesa, vice-presidente da República, sublinhou que o Governo priorizou as soluções nacionais como centro da gestão econômica, e a produção agropecuária é chave em todo este trabalho; é preciso explorar ao máximo os recursos materiais e financeiros de que dispõe o setor; entre eles combustíveis, fertilizantes e divisas.

Lembrou que entre as prioridades estão as culturas de arroz, feijão, milho e banana, além de ovos e carne de porco, e fez um apelo a aproveitar a campanha de primavera para plantar produtos de ciclo curto e onde a agricultura urbana, suburbana e familiar tem também um papel importante.

Matanzas: a aspiração é se converter em um dos territórios mais produtivos

Plantar nesta campanha de primavera mais de 24 mil hectares, é uma resposta concreta dos camponeses em Matanzas. São fundamentais as culturas de ciclo curto e que agora aproveitam as terras já limpas utilizadas na colheita da batata, o qual favorece a poupança de combustível.

«É preciso deixar atrás velhos vícios, como o costume de querer importar tudo e contratar só uma parte da produção», sublinhou Machado Ventura.

Aagricultura é chamada a se converter na principal fonte de alimentação dos cubanos. Foto: Miguel Febles Hernández. Foto: Miguel Febles Hernández

Carlos Luis Naranjo Suárez, delegado do Ministério da Agricultura no território reafirmou a estratégia de incrementar a produção de milho, bem como melhorar o rendimento habitual tanto no feijão quanto no arroz, sem esquecer culturas como a banana e a mandioca.

Cienfuegos recupera e incorpora novos polos produtivos

José Ramón Monteagudo Ruiz, membro do secretariado do Comitê Central do PCC, louvou «o trabalho de recuperação e incorporação de novos polos produtivos». Instou a agilitar a entrega de novas terras a usufrutuários e pediu rever a estratégia das que já foram entregues.

Uns 5 mil novos hectares com irrigação foram incorporados a assegurar a alimentação, são reativados polos produtivos e surgem outros. Dá-se valor de uso ao Canal Magistral Paso Bonito-Cruces, é potencializada a garantia de alimento animal na fábrica de rações de El Tablón, e são desenvolvidos diferentes projetos agrícolas. Avançam as plantações de café na planície e não para a produção de carvão vegetal.

Usar de forma eficiente a terra

Em Villa Clara, Machado Ventura fez um apelo a intensificar a preparação das áreas e favorecer o plantio de mandioca, batata-doce e todo o tipo de cultura possível para enfrentar a pandemia, e criar as condições para substituir importações.

Falou do incremento dos rendimentos por área, «o qual depende da qualidade das sementes empregadas e do manejo que se faça dos campos e da técnica disponível, que não é pouca», assegurou.

Tudo vai ter maior valor no mercado internacional

«O desenvolvimento agropecuário é uma base segura porque com ele podemos substituir, se não 100% das importações de alimentos, pelo menos uma parte importante», assegurou em Sancti Spíritus José Ramón Machado Ventura.

O caso mais complicado aqui é a Empresa Agroindustrial de Grãos Sur del Jíbaro, que teve que encurtar seu plano de plantio até os 700 hectares, devido à depressão da represa Zaza; porém, estão procurando variantes para aproveitar a água subterrânea mediante a exploração dos poços existentes em seus domínios, mantém altos ritmos de preparação de terra e diversifica a pecuária e outras produções.

É quase obrigatório fazer contratos corretos

Em Ciego de Ávila, Machado Ventura insistiu em que é quase obrigatório fazer contratos corretos, ir às bases produtivas, visitar o camponês e exortá-lo a que toda contribuição é válida em meio da situação que vive o país.

A colheita da batata, que acaba de concluir, contribuiu para a alimentação da população com um volume superior às 19.500 toneladas, em uma campanha com limitações nos recursos, fundamentalmente de produtos fitossanitários, que obrigou a buscar alternativas. Apesar disso, esta província enviou batata a Guantánamo, Granma, Las Tunas, Camaguey e Havana.

Camaguey espera recuperar o atraso na entrega de leite

Em Camaguey, onde apenas 7,5% da área cultivável dispõe de sistemas de irrigação, os agricultores não têm outra alternativa que ter pronta, desde agora, quanta terra seja possível para que seja abençoada pelas chuvas primaverais.

Os homens e as mulheres do campo, majoritariamente incrementaram, em meio da pandemia, a entrega de tubérculos, hortaliças, grãos e frutas.

Igualmente com pressa estão hoje os pecuaristas de Camaguey, os que acumulam atrasos nas entregas à indústria, déficit que esperam recuperar nos meses «topo» da campanha atual.

Elevar as produções com o fim de substituir importações

«Ninguém sabe os esforços que o país faz para salvar vidas em meio a esta pandemia e para isso são dedicados todos os recursos. Então, acho que é enorme a contribuição que pode dar a agricultura, mas tem que se curar também de muitas das problemáticas que a podem manter imobilizada», assinalou Machado Ventura em Las Tunas.

Além disso, soube dos detalhes dos planos para a campanha de primavera, com mais de 17.400 hectares previstos para plantar. Também se interessou no plantio de milho, que tem um plano de 3.900 hectares, embora fosse explicado na reunião que se fez um apelo para incrementar esse volume.

As mobilizações de pessoal para os campos devem ser econômicas

Machado Ventura precisou em Holguín que «as mobilizações de pessoal para os campos devem ser econômicas, o que tem a ver com a composição, para que participe a força necessária, capaz de dar a devida atenção às culturas», disse.

Soube-se que na província, na campanha de primavera, foram plantados até hoje 10.177 hectares, com predomínio de grãos e legumes. Solicitaram a este território que incrementasse a produção de arroz.

Conseguir uma produção verdadeiramente diversificada 

«É preciso conseguir uma produção verdadeiramente diversificada e fomentar essa mentalidade de substituir importações e exportar em todas as cooperativas camponesas e unidades básicas de  produção, sejam de cana, de culturas variadas ou pecuárias», indicou Machado Ventura em Granma.

Igualmente, foram examinados no encontro os programas do arroz e de fumo; os indicadores da pecuária, nos que a província tem uma contribuição importante no encargo estatal.

Contribuir cada vez mais, explorar todas as reservas e aproveitar as melhores experiências para diminuir importações e fomentar as exportações, devem ser as melhores respostas dos agricultores frente ao bloqueio estadunidense e ao novo coronavírus.

Autor:  | informacion@granma.cu

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