Rondônia,11/07/2020
BrasilDESTAQUESGeralOutras

Brasil tem só 2 produtos contra gafanhotos

Sindag ofereceu frota de 426 aeronaves agrícolas para pulverização

De acordo com especialistas consultados pelo Agrolink, apesar de demandar monitoramento, é improvável a chegada ao Brasil da nuvem de gafanhotos que se encontra atualmente na Argentina. Se por um lado é importante monitorar a movimentação da praga, por outro preocupa a pouca quantidade de produtos registrados para controle deste inseto no Brasil.

Conforme o engenheiro agrônomo Joelson Mader, consultor da Blue Pine Assessoria e Representação de Produtos Agropecuários, há somente dois ingredientes ativos registrados no País contra a espécie Schistocerca cancellata: “Há um piretroide, Deltametrina, que oferece ação de choque, e um produto para o controle de fases jovens, o Diflubenzuron”, aponta o consultor. Saiba mais no AgrolinkFito.

ATUALIZAÇÃO: Gafanhotos: Declarado estado de emergência fitossanitária no Sul

AVIAÇÃO AGRÍCOLA A POSTOS

O Sindag (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola) se colocou à disposição dos órgãos públicos com sua frota de 426 aeronaves agrícolas para o combate da infestação. A entidade encaminhou ofício aos governos gaúcho e federal para alertar contra o avanço da praga dos gafanhotos sobre o Rio Grande do Sul e demais estados brasileiros.

De acordo com o Sindag, uma operação desta natureza exige um esforço de governo, com a devida autorização dos órgãos oficiais. “Neste sentido, encaminhamos um ofício do próprio Sindag, endossado pelo nosso gabinete, ao Ministério da Agricultura. A própria ministra Tereza Cristina respondeu o nosso apelo aceitando o apoio do Sindag”, destacou o deputado federal Jerônimo Goergen.

O parlamentar disse ainda que uma operação dessa natureza exige uma resposta muito rápida do poder público para surtir os efeitos esperados. “Os produtores rurais do Rio Grande do Sul já enfrentam uma seca muito forte. Mais uma adversidade dessa natureza seria extremamente terrível para a nossa produção agrícola”, finalizou.

Por: AgrolinkLeonardo Gottems

Mostrar mais

Notícias relacionadas

Close