Rondônia,09/08/2020
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Estudo: Problema das abelhas são parasitas, não pesticidas

“Mais de 110 espécies de abelhas e 89 espécies de flores foram examinadas"

Prevenir a propagação de parasitas pode ser muito mais eficiente para proteger as abelhas do que reduzir o uso de pesticidas. Foi isso que afirmou o Projeto de Alfabetização Genética (GLP), citando um estudo que foi publicado recentemente na revista Nature Ecology & Evolution.

“Mais de 110 espécies de abelhas e 89 espécies de flores foram examinadas, revelando que 42% das espécies de abelhas (12,2% de abelhas individuais) e 70% das espécies de flores (8,7% de flores individuais) tinham pelo menos um parasita dentro ou sobre elas, respectivamente. Algumas flores comuns (por exemplo, Lychnis flos-cuculi ) abrigavam várias espécies de parasitas, enquanto outras (por exemplo, Lythrum salicaria ) tinham poucas”, diz o estudo.

O estudo analisou 5.000 flores e procurou aprender como os parasitas se espalham pelas diversas comunidades de abelhas e flores, incluindo espécies de abelhas solitárias. Eles descobriram que quando as comunidades de abelhas são as mais diversas, a proporção de abelhas infectadas é a mais baixa e, quando as flores são as mais abundantes, é provável que menos parasitas atuem como centros de transmissão.

As abelhas solitárias tiveram a maior prevalência de parasitas no final da temporada, quando as abelhas sociais, aquelas que vivem em comunidade, formaram a maioria das abelhas rastreadas e a diversidade geral de abelhas foi menor. Isso sugere que manter a diversidade de abelhas alta, com uma variedade de espécies sociais e solitárias presentes, poderia ajudar a reduzir a propagação de parasitas.

“Em diversas comunidades de abelhas, é mais provável que os parasitas acabem com algumas espécies com as quais não são compatíveis, o que significa que não podem se replicar e se espalhar mais. Por ter mais flores, as abelhas não estão todas visitando e contaminando as mesmas poucas flores com altas concentrações de parasitas”, completa.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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