Rondônia,16/01/2021
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Produção de uva apresenta potencial no noroeste gaúcho

A uva de mesa atinge 51.917 toneladas, produzidas em 2.589 propriedades, em uma área de 3.102 hectares.

A uva figura entre as principais frutas produzidas com finalidade comercial no Rio Grande do Sul conforme o Levantamento da Fruticultura Comercial do Estado 2020, elaborado pela Emater/RS-Ascar em conjunto com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

A uva de indústria soma uma produção anual de 708.645 toneladas, produzidas por 14.275 propriedades, sendo destinada principalmente à fabricação de vinhos, sucos e outros derivados. Já a uva de mesa atinge 51.917 toneladas, produzidas em 2.589 propriedades, em uma área de 3.102 hectares.
Na região Noroeste do Estado, a produção comercial de uva de indústria é de 452,1 toneladas, produzidas por 41 famílias, em 29,9 hectares. A uva de mesa com fins comerciais, por sua vez, está presente em 116 propriedades da região, que produzem aproximadamente 1.081,6 toneladas por ano.
O acesso ao crédito, por meio de linhas como o Pronaf Custeio e o Pronaf Investimento, tem oportunizado a qualificação da produção, com a possibilidade de custeio da área, aquisição de insumos, materiais para manejo e cultivo protegido, equipamentos para agroindústria, entre outros.
Em Doutor Maurício Cardoso, no Noroeste do Estado, o produtor Ilson Schroder encontrou na produção de uva uma vocação e uma oportunidade de incremento na renda, com a comercialização in natura na propriedade e fornecimento a mercados nas cidades próximas. Em sua propriedade, na localidade de Porto Santo Antônio, possui um parreiral que ocupa dois hectares. “Filho de pequeno produtor rural, ainda quando jovem via que não havia possibilidade de se manter a propriedade com soja, milho e trigo, e este foi um dos fatores que me levaram a investir nesta atividade”, comenta Ilson.
O filho, Arthur Guilherme Schroder, também se envolve com as atividades da propriedade, em um processo de sucessão familiar.
Um projeto de crédito, para custeio da manutenção e manejo do parreiral, via Pronaf, foi elaborado pelo Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar e encaminhado junto à agência do Banco do Brasil de Doutor Maurício Cardoso.”Quero aproveitar também para agradecer aos técnicos da Emater, prefeituras da nossa região e a própria Embrapa, que se envolveram para que fossemos inseridos no zoneamento da fruticultura ‘uva’, com isso, estamos começando a trabalhar um novo horizonte, estamos bem aquém daquilo que temos condições de produzir”, afirma Schroder.
Fonte: Assessoria
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